O que é o globale?

globale é um festival que propõe, através da exibição de filmes de ficção e documentário, construir momentos de debate com um público amplo sobre temas relacionados aos processos de globalização. É um festival sem fins lucrativos, não competitivo e que, portanto, não entrega prêmios nem cobra taxas de inscrição. globale nasceu em Berlim (Alemanha), em 2003, e segue sendo realizado até hoje com o propósito, inclusive, de que as sedes do festival sigam multiplicando-se, de forma a criar uma rede.

Atualmente, o globale acontece em três cidades alemãs, em Montevidéu (Uruguai), desde 2009, e também em Varsóvia (Polônia) desde 2010. Em 2011, o festival chegou a Bogotá (Colômbia) e ao Rio de Janeiro.

Os comitês organizadores em cada cidade-sede são compostos por um grupo heterogêneo de pessoas que colaboram de forma solidária na organização do festival. O grupo tem uma gestão horizontal e o compromisso de tomar suas decisões por consenso.

Se você também quiser colaborar ou saber mais sobre a edição carioca do festival globale, fale com a gente: globalerio@gmail.com

quarta-feira, 18 de abril de 2012

2012 thematic axis

In 2012, all the submitted audiovisual material should approach topics related to the globalization processes from the following axis:

A. Global City:
The expression Global City was created in 1991, in the works of the Dutch sociologist Saskia Sassen. The concept is applied to the metropolis, which are standards for the international capital in their regions, as cities which went or go through huge transformations to host international events. (The World Cup and the Olympic Games are examples). What are the impacts upon the population in these places and their surroundings; who benefit with those processes?

B. Social and environmental conflicts:
A series of changes is produced by the advance of the border in the exploitation of the nature. It affects how people occupy and use the space, which results in the destabilization of relatively autonomous production forms, responsible for the conservation of the biodiversity and environmental resources. Also in the cities, the environmental inequalities become deeper and are connected to the inequalities of class, gender, color and ethnicity. In each country, there have been multiple answers: indigenous population, communities of quilombolas, workers population, youth, small farmers, fishermen and gatherers reinforce and recreate their identities, give a new meaning to their territories and promote the debate on the production model and consumption.

C. Identities and Inequalities:
How does the globalization affect the cultural identities? In a globalized world the exchange of experience among several realities is intensified. Are the opportunities the same for all, despite the differences of origin, color, ethnicity, belief, religion, language, sexual orientation, and, of course, in spite of class? At the same time individuals find more references to build their own identities; purism, racism, intolerance and historical inequalities get stronger. Psychological and practical aspects of the daily life reflect all these things.

D. Big powers:
Multilateral agencies for International Cooperation, multinational companies, sort of traffic, Stock market, how has the capital been articulated throughout the world? Who has decided the destiny of our lives?

E. Alternative media:
Initiatives questioning the news coverage of the mainstream media, presenting an alternative point of view of popular struggles; reports of actions made invisible by the media; also the registration of media initiatives that are communitarian, popular, alternative, free and/or radical in the fight for the communication human right.

F. Art activism:
“The camera movement is a moral issue”, said Godard, the French filmmaker. The artistic languages are related to politics: they are specific ethic universes and are also dedicated to subjects, such as ideology and power. Beyond mere tools for propaganda, many engagement experiences become intense poetic forms. How does art contribute to the reflection on the whole process of economic, cultural, social, political integration due to the globalization?

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Estão abertas as inscrições para o festival globale Rio 2012!!!

É com grande alegria que o coletivo globale Rio informa que está recebendo inscrições para a segunda edição do festival internacional de filmes sobre globalização na cidade do Rio de Janeiro!

O período de inscrição vai de 02 de abril a 1º de junho de 2012. É possível inscrever materiais audiovisuais sem restrições quanto a duração, ano de lançamento ou condição de ineditismo. O importante é estar de acordo com a proposta do festival, ou seja, apresentar temas que problematizem os processos de globalização.

Para participar, leia atentamente a convocatória e depois preencha o formulário de inscrição. Também é necessário enviar uma cópia do material em DVD junto com a autorização para exibição impressa e assinada.

Para esclarecimento de dúvidas ou mais informações: globalerio@gmail.com

Esperamos receber seus trabalhos e agradecemos a quem puder ajudar a divulgação.

Até logo!

terça-feira, 20 de março de 2012

Eixos temáticos de 2012

A segunda edição do festival globale na cidade do Rio de Janeiro já está sendo planejada conservando as ações que deram certo e trazendo algumas novidades. Os eixos temáticos para o debate em 2012 já foram definidos. Se você tem um filme que discute esses temas, prepare-se porque as nossas inscrições já vêm aí!

Eixos temáticos de 2012:

A. Cidade global:
O termo Cidade Global surgiu em 1991, na obra da socióloga holandesa Saskia Sassen. O conceito se aplica às metrópoles que são referência para o capital internacional em suas regiões, como as cidades que sofreram ou sofrem grandes transformações para abrigar megaeventos internacionais (Copa do Mundo e Olimpíadas são exemplos). Quais são os impactos sobre as populações desses lugares e suas adjacências; quem são os principais beneficiados com esses processos?

B. Conflitos sócio-ambientais:
O avanço da fronteira de exploração da natureza produz uma série de alterações nas formas de ocupação e uso do espaço, o que resulta na desestabilização de formas de produção relativamente autônomas, responsáveis pela conservação da biodiversidade e dos recursos ambientais. Também nas cidades as desigualdades ambientais se aprofundam e se articulam às desigualdades de classe, gênero, cor e etnia. Em cada país, têm sido múltiplas as respostas: populações indígenas, comunidades quilombolas, populações trabalhadoras, juventudes, pequenos produtores rurais, pescadores e extrativistas reafirmam e recriam suas identidades, ressignificam seus territórios e colocam em debate o modelo de produção e consumo.

C. Identidades e desigualdades:
Como a globalização afeta as identidades culturais? Em um mundo globalizado a troca de experiências entre as diversas realidades se intensifica. Mas será que as oportunidades são iguais para tod@s apesar de suas diferenças de origem, cor, etnia, credo, religião, língua, orientações sexuais e, claro, independente de classe? Ao mesmo tempo em que os indivíduos encontram mais referências para construir suas identidades; purismos, racismos, intolerâncias e desigualdades históricas se reforçam. Tudo isto se reflete em aspectos psicológicos e práticos do cotidiano.

D. Grandes poderes:
Agências multilaterais de cooperação internacional; empresas multinacionais; modalidades de tráfico, bolsas de valores, como o capital tem se articulado ao redor do mundo? Quem tem decidido o destino das nossas vidas?

E. Mídia contra-hegemônica:
Iniciativas que questionam a cobertura jornalística da mídia hegemônica, apresentando um ponto de vista alternativo das lutas populares; registros de ações invisibilizadas pela mídia; também registros de iniciativas midiáticas comunitárias, populares, alternativas, livres e/ou radicais no marco da luta pelo direito humano a comunicação.

F. Arte ativismo:
“O travelling é uma questão de moral”, disse Godard, o cineasta francês. As linguagens artísticas se relacionam com a política: constituem universos éticos próprios e se dedicam aos temas ideológicos e de poder. Mas além da mera instrumentalização para a “propaganda”, muitas experiências de engajamento tomam formas poéticas intensas. Como a arte contribui para a reflexão sobre todo o processo de integração econômica, cultural, social e política ocorrido com a globalização?